Na Liga, a Psicologia é:
P – Presença com disponibilidade para ouvir, acolher e compreender. No atendimento psicológico social breve, os pacientes e familiares encontram um espaço seguro para expressar sentimentos, dúvidas e dificuldades, respeitando a singularidade e o tempo de cada pessoa. É ofertado suporte e acolhimento durante um período de mudanças, fortalecendo a percepção de que ninguém precisa enfrentar esse processo sozinho.
S – Sensibilidade é essencial para reconhecer que, muitas vezes, pequenos gestos podem representar grandes mudanças. É olhar para as possibilidades que existem mesmo diante das incertezas, contribuindo para que novos caminhos possam surgir e para que cada pessoa possa encontrar formas mais significativas de atravessar o que está sendo vivido.
I – Individualidade é reconhecer cada pessoa em sua singularidade. É compreender que não existem respostas prontas para aquilo que se vive. Mesmo em um atendimento psicológico social breve da Liga, existe tempo para reconhecer o que torna cada pessoa única. A partir de sua história, de seus recursos, necessidades e contexto, construímos, junto com o paciente e sua família, possibilidades de cuidado que respeitem seu tempo e façam sentido para aquele momento.
C – Cuidado é reconhecer que cada pessoa atravessa momentos difíceis de uma maneira única e que ninguém precisa dar conta de tudo sozinho. O trabalho da Liga é cuidar e oferecer um espaço de acolhimento e construção de possibilidades, respeitando os limites e os recursos de cada pessoa e família. É estar presente unindo informação e sensibilidade para oferecer um atendimento ético, responsável e singular, assim fortalecendo caminhos possíveis diante do que está sendo vivido.
O – Olhar é enxergar para além do diagnóstico, reconhecendo a pessoa, sua história, seus sentimentos, seus medos e suas potencialidades. Na Liga, esse olhar se estende também à família, compreendendo que o adoecimento oncológico atravessa relações, rotinas e diferentes formas de viver e enfrentar esse momento. É um olhar atento, humano e acolhedor, que busca compreender o que cada pessoa precisa e oferecer, a partir disso, possibilidades de cuidado e apoio ao longo desse processo.
L – Lugar de escuta é oferecer um ambiente para que se possa expressar o que se sente, pensa ou vive, sem julgar, mas sim respeitar o momento individual. Compreender e propiciar um espaço acolhedor, reconhecendo o momento de cada ser humano, apoiando na construção conjunta de possibilidades de enfrentamento para seguir o seu caminho, sentindo-se compreendido sem minimizar ou comparar as histórias de cada um.
O – Compreender a origem do sofrimento exige tempo, escuta e acolhimento. Nem sempre aquilo que causa dor aparece na primeira sessão: muitas vezes, a pessoa chega falando dos sintomas atuais, enquanto as experiências que contribuíram para esse sofrimento permanecem protegidas pelo silêncio, pela vergonha, pelo medo ou pela dificuldade de nomear o que viveu. Por isso, o processo terapêutico não busca apenas identificar uma causa imediata, mas construir, com cuidado e no ritmo de cada pessoa, um espaço seguro para compreender sua história e encontrar novas formas de lidar com ela.
G – Gentileza é uma forma de cuidado. No atendimento psicológico social breve, ela se manifesta na maneira como acolhemos cada pessoa, respeitando suas emoções, seus limites e o momento que está vivendo. É compreender que, diante do adoecimento, nem sempre é preciso ter respostas prontas; muitas vezes, é a escuta cuidadosa, uma palavra acolhedora ou simplesmente a possibilidade de ser ouvido que faz diferença. Na Liga, a gentileza também está em reconhecer a humanidade presente em cada história, oferecendo um espaço de respeito, sensibilidade e segurança para que pacientes e familiares possam atravessar esse processo com mais amparo e dignidade.
I – Intervenção é oferecer, a partir da escuta, do acolhimento e do afeto, possibilidades de cuidado que façam sentido para cada pessoa e para aquele momento. No atendimento psicológico social breve, intervir não significa buscar respostas prontas ou solucionar imediatamente aquilo que está sendo vivido, mas construir, junto com pacientes e familiares, caminhos possíveis para reconhecer sentimentos, necessidades, recursos e estratégias de enfrentamento. É uma atuação ética, cuidadosa e singular, que respeita os limites e o tempo de cada pessoa.
A – Afeto é parte essencial em todo o processo. Está presente na forma como acolhemos, escutamos e nos aproximamos de cada história, reconhecendo que o adoecimento pode despertar medos, inseguranças, perdas e diferentes sentimentos. Na Liga, o afeto se manifesta em uma presença genuína e respeitosa, que não busca minimizar a dor, mas oferecer amparo para que ela possa ser reconhecida e compartilhada. É compreender que, muitas vezes, sentir-se acolhido, compreendido e cuidado também pode ser uma importante forma de enfrentamento.

Equipe Psicologia Liga Feminina de Combate ao Câncer de Campo Bom:
Ana Luiza Pereira, Ana Rovveder, Brenda Gomes, Betina Ermel, Luciana Rohden, Marta Fuerstenau, Rose Lemos, Vitória Larssen.
